Tomar leite aumenta o risco de ter câncer?

O leite e seus derivados constituem uma importante fonte de cálcio na população ocidental como um todo. Mas boa parte dos produtos obtidos a partir do leite de vaca sofre um alto grau de processamento pela indústria, o que pode interferir na sua segurança alimentar e no seu valor nutricional.

Para crianças, adolescentes, idosos e puérperas, uma dieta rica em cálcio é de suma importância e não podemos negar que o cálcio encontrado no leite é superior ao encontrado em fontes vegetais. No entanto, alguns estudos têm sugerido uma associação entre consumo de leite e risco de câncer de próstata e mama na população adulta. Vamos a eles:

Câncer de próstata:
Estudo prospectivo com 1334 voluntários seguidos por 8 anos mostrou que consumir mais de 4 porções de leite integral por semana e ter um IMC maior que 27,5 (sobrepeso) aumentou em 3 vezes a chance de recorrência de tumor de próstata agressivo. Pacientes com peso normal, consumindo menos que 4 porções por semana e usando leite desnatado não tiveram maiores chances de ter essa recorrência (David Tate l al, 2018).
Estudo transversal de associação entre consumo de leite e agressividade do tumor de próstata em 2000 homens na Carolina do Norte mostrou que tomar leite integral e ter uma alta relação Cálcio/magnésio na dieta aumentou em até 74% a chance de desenvolver um tumor de próstata, sobretudo em africanos-americanos. Tal fato não ocorreu com o consumo de leite desnatado e uma maior ingestão de magnésio na dieta (Susan E. Steck et al, 2018).

Câncer de mama:
Estudo prospectivo com 52 mil mulheres acompanhadas por 7 a 9 anos mostrou que alto consumo de leite integral ou desnatado (450 ml/dia) estava associado a uma chance 1.5 vez maior que desenvolver câncer de mama. Essa chance se reduziu a 0,68 quando houve substituição parcial do leite por leite de soja e houve até uma tendência a uma relação inversa entre consumo de isoflavona e risco de câncer. Por outro lado, essa associação não foi encontrada no caso de queijos e iogurtes. Os dados não foram diferentes para mulheres menopausadas ou não (Gary Fraser et al, 2020).

Recente meta análise (análise de diferentes estudos comparados por ferramentas estatísticas específicas) envolvendo 8 estudos com mulheres de diferentes países publicados até 2009 não encontrou relação entre consumo de leite ou queijo magros, iogurtes e câncer de mama (Lu Chen et al, 2019) e os autores concluem que os dados epidemiológicos utilizados ainda são insuficientes para estabelecer tal associação.

Analisando brevemente esses estudos, parece prudente considerar o uso de leite desnatado para as populações de risco para esses tipos de câncer, sobretudo os homens, e dar alguma atenção ao nível de magnésio na dieta. Mas ainda há necessidade de se ter maiores estudos, estudos multicêntricos, com outros métodos mais precisos para estimar a ingestão de leite e derivados, já que esse dado foi estimando através de questionários específicos, e esse tipo de estimativa apresenta algumas limitações.

Dra. Patrícia Campos-Ferraz
Nutricionista da Clínica MOVE

Susan E Steck, Omonefe O Omofuma, L Joseph Su, Amanda A Maise, Anna Woloszynska-Read, Candace S Johnson, Hongmei Zhang, Jeannette T Bensen, Elizabeth T H Fontham, James L Mohler, Lenore Arab, Calcium, magnesium, and whole-milk intakes and high-aggressive prostate cancer in the North Carolina–Louisiana Prostate Cancer Project (PCaP), The American Journal of Clinical Nutrition, Volume 107, Issue 5, May 2018, Pages 799–807, https://doi.org/10.1093/ajcn/nqy037
Gary E Fraser, Karen Jaceldo-Siegl, Michael Orlich, Andrew Mashchak, Rawiwan Sirirat, Synnove Knutsen, Dairy, soy, and risk of breast cancer: those confounded milks, International Journal of Epidemiology, Volume 49, Issue 5, October 2020, Pages 1526–1537, https://doi.org/10.1093/ije/dyaa007
Tat, David, et al. “Milk and other dairy foods in relation to prostate cancer recurrence: data from the cancer of the prostate strategic urologic research endeavor (CaPSURE™).” The Prostate 78.1 (2018): 32-39.
Chen, Lu, Min Li, and Hao Li. “Milk and yogurt intake and breast cancer risk: a meta-analysis.” Medicine 98.12 (2019).

A dieta vegetariana interfere no crescimento das crianças?

O número de pessoas interessadas nesse tipo de dieta vem aumentando, e com isso várias perguntas aparecem com relação à adoção dessa dieta pelas crianças. Será que pode ocorrer alguma deficiência nutricional, ou até mesmo o comprometimento do crescimento?

Primeiro vamos lembrar o conceito do vegetarianismo (podem ser incluídos na dieta ovos, leite e derivados) e veganismo (nenhuma proteína de origem animal, e nem mesmo o mel que é um carboidrato de origem animal).
Até agora os estudos publicados apresentaram resultados conflitantes com relação a essas dietas, ou seja, alguns mostraram que a dieta vegetariana interfere de forma negativa no crescimento, e outros mostraram que não tem interferência negativa. Alguns estudos mostraram deficiências nutricionais, como falta de ferro, zinco, vitamina B e proteínas nessas crianças e adolescentes, o que com certeza traria um comprometimento no crescimento e desenvolvimento.

Um artigo publicado esse ano em uma revista americana conceituada (Pediatrics) mostrou alguns resultados interessantes. Os autores acompanharam 8.907 crianças entre 6 meses à 8 anos de idade, incluindo 248 vegetarianas no período de 2008 a 2019. As crianças com doenças crônicas e história de alterações no crescimento foram excluídas. As crianças vegetarianas:

• não tiveram valores baixos de ferro e vitamina D no sangue;
• não tiveram sobrepeso e obesidade;
• tiveram mais baixo peso que as crianças não vegetarianas;
• não apresentaram alterações na velocidade de crescimento;
• não apresentaram alterações clínicas e laboratoriais.

São necessários mais estudos sobre esse tema, uma vez que, cada vez mais as crianças não querem se alimentar de proteínas de origem animal, e os pais e os responsáveis por elas sempre têm duvida com relação à possibilidade dessa dieta.

Importante discutir esse assunto com o pediatra, e junto com a nutricionista adequar individualmente o aporte de calorias e nutrientes para cada criança levando em consideração as diferentes fases de crescimento e grau de atividade física. Dessa forma, conseguimos garantir um crescimento e desenvolvimento saudável para elas.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

Perda de Condicionamento Físcio Após Infecção Por Covid

Está com a sensação de ter perdido o seu condicionamento físico abruptamente após uma gripe por COVID? Então, nesse caso é importante diferenciar esse status de fadiga pós-esforço de um COVID longo ou de uma recuperação mais arrastada de uma infecção por COVID.

Um estudo realizado em 2021 (doi: 10.1016/j.eclinm.2021.101019) com pacientes que tiveram COVID, mostrou que 89% dos participantes que evoluiu com COVID longa apresentou um quadro chamado de Post-Exertional malaise (PEM), que é um mal-estar e fadiga pós-esforço, que acontece após realizar exercícios físicos e/ou mentais leves. O PEM pode ocorrer de 12 a 48 horas após a atividade e pode levar até 2 semanas para as pessoas se recuperarem completamente.

Os mecanismos possíveis desta fadiga e intolerância ao exercício no COVID longo são: (1) desautonomia (uma desregulação do sistema nervoso autônomo) e (2) “sequestro” viral das mitocôndrias das células, o que leva um importante déficit de produção de energia.

No entanto, o primeiro passo para o tratamento é diferenciar entre um quadro de COVID Longo e uma recuperação mais demorada de uma infecção por COVID-19.

Muitos dos pacientes deste último grupo ainda apresentam sintomas 4 semanas após a primeira infecção. Eles ainda se sentem cansados para atividades do dia a dia e para retomar o condicionamento físico que tinham antes; apresentam a memória e atenção deficientes; queda de cabelo e ainda dificuldade para dormir.

O conselho de condicionamento físico é simples para esse grupo de pessoas: vá com calma no início e aumente gradualmente a quantidade e a intensidade do exercício aeróbico e do treinamento de força. Ter paciência pois a recuperação é mais lenta, mas ela virá.

Agora, para o primeiro grupo, o de COVID longa, o processo tem que ser ainda lento. Esses pacientes ainda estão muito sintomáticos após 3 a 4 meses da infecção viral. A fadiga é importante, o paciente sente palpitação com esforços mínimos e as queixas cognitivas são muito marcantes (doi: 10.1097/PHM.0000000000001910)
Idealmente, esse grupo de pacientes deve ter um plano de condicionamento supervisionado por um profissional treinado em reabilitação cardíaca, pulmonar e/ou autonômica – um tipo especializado de terapia destinada a ressincronizar o sistema nervoso autônomo que governa a respiração e outras funções involuntárias. A progressão deve ser muito lenta e o volume de treino aplicado por sessão muito menor. Novas frentes de estudo estão sendo realizadas e em breve teremos novos protocolos para ajudar esses pacientes.

Dra. Fernanda Lima
CRM: 62.333
@fefarlima
Reumatologista e Médica do Esporte da Clínica Move

Esporte e função renal: o que o atleta precisa saber para cuidar melhor da sua saúde renal.

Os rins são órgãos extremamente importantes, mas também muito negligenciados. Eles têm a função de excretar o excesso de água e metabólitos do organismo, de ajustar o pH, contribuindo para a manutenção da nossa homeostase e regulação da nossa pressão arterial. Eles são responsáveis pela excreção de metabólitos como creatinina e ácido úrico, bem como medicamentos e produtos químicos ingeridos no dia a dia.

Os rins também secretam hormônios, como a eritropoetina e a vitamina D, que também participam em inúmeras funções no organismo. Portanto, é inquestionável a importância de se preservar a saúde desse órgão.
Os esportes de endurance desafiam muito a função renal. Durante o exercício, a perfusão sanguínea é desviada para os músculos em ação. Esse “roubo sanguíneo” leva a uma redução do fluxo para os rins. Os glomérulos (unidades funcionais nos rins) ficam mais permeáveis e há um aumento da perda de hemoglobina e proteínas pela urina. No conjunto, essas alterações levam a uma situação de hipóxia (ou baixa oxigenação) para as células renais, aumentando o risco de lesão tecidual local.

Em treinos e provas longas, o atleta fica sob risco de se desidratar, o que piora mais ainda o fluxo renal já reduzido.
Adiciona-se ao que foi descrito acima, em situações de desgaste extremo, pode ocorrer uma situação chamada rabdomiólise, que é uma quebra maciça de fibras musculares. A rabdomiólise leva a um acúmulo de mioglobina (proteína muscular) nos rins, contribuindo com uma imensa sobrecarga para um órgão que, nessa situação de exercício intenso e prolongado, já está trabalhando no seu limite.

Um estudo prévio com maratonistas publicada na revista médica Nefrology (DOI 10.1111/j.1440-1797.2010.01354.x) mostrou que até 40% dos participantes apresentam uma creatinina aumentada, compatíveis com insuficiência renal aguda, no final de uma prova! Esses valores se normalizam em até 24h, como aparece na figura acima, mas ainda não se sabe o impacto tardio de episódios repetidos dessa carga de estresse renal.

Em modalidades com maratona e triatlo, é comum o atleta se medicar com antiinflamatórios com o objetivo de tolerar a dor do esforço ou evitar que uma lesão “atrapalhe” a prova. Essa estratégia não é recomendada e deve ser desaconselhada, pois os antiinflamatórios podem promover mais redução de fluxo sanguíneo renal já provocado por fatores mencionados acima, deixando esse atleta ainda mais exposto a uma falência renal aguda.

Portanto, para manter os rins saudáveis, é importante que o atleta faça a avaliação periódica da sua função e filtração renal com o seu médico do esporte ou clínico (com exames laboratoriais de sangue e urina); que evite uso de antiinflamatório durante situações de esforço extremo e/ou prolongado (exceto se recomendado e monitorado pelo seu médico); que mantenha uma hidratação ajustada (nem hiperhidratando e nem se desidratando) durante as provas.

Dra. Fernanda Lima
CRM: 62.333
@fefarlima
Reumatologista e Médica do Esporte da Clínica Move

O que é Whey Protein?

Whey Protein é um suplemento proteico feito a partir da proteína extraída do soro do leite. O produto possui 20 aminoácidos importantes para os músculos e tecidos, incluindo os 9 aminoácidos essenciais, isto é, aqueles que o organismo não consegue produzir sozinho e precisa vir da alimentação.

Ele contém BCAA (aminoácidos de cadeia ramificadas) que estão envolvidos na reparação muscular, no aumento das proteínas e da energia durante as atividades físicas. Contém baixa quantidade de carboidratos e gorduras, e é um produto de rápida digestão e alta absorção.

Pesquisas sugerem que o consumo de proteína do soro do leite aumenta a força e a massa muscular quando associados ao treinamento de força muscular, e pode ser eficaz para ajudar na recuperação muscular após exercícios intensos. Ele também pode beneficiar pessoas que se recuperam de queimaduras ou que possuem feridas crônicas, como as causadas pelo Diabetes Mellitus .

Muitos estudos comprovam os benefícios que o Whey Protein fornece, tornando-o um alimento multifuncional e com muitas qualidades:

• Aliado no ganho de massa muscular em praticantes de atividades físicas;
• Diminuição da fadiga muscular;
• Manutenção da massa muscular durante o processo de emagrecimento;
• A presença de cálcio e o alto teor de BCAA afetam os processos hormonais e metabólicos da regulação energética, favorecendo a redução e a modulação da gordura corporal;
• Aumento da saciedade;
• O consumo de Whey Protein aumenta os hormônios intestinais supressores do apetite;
• Controle Diabetes Mellitus;
• A alta quantidade de aminoácidos como a leucina e a valina, bem como a arginina levam a melhorias na secreção de insulina e captação do açúcar no sangue, auxiliando no controle da glicemia, entre muitos outros.
Em relação a ingestão do Whey Protein, as instruções variam de acordo com os seus objetivos e necessidades, e é importante reforçar que o Whey Protein é um suplemento, e portanto, não anula a importância de consumir proteínas regularmente na dieta.

Dessa forma, tanto a quantidade a ser consumida, quanto a frequência e quando consumir devem ser orientados por um nutricionista de acordo com as condições de saúde, os objetivos e os hábitos do indivíduo.
Se ficou com alguma dúvida, entre em contato com as nutricionistas da Clínica Move que estaremos à disposição para esclarecer as suas dúvidas.

Mayara Ferrari
CRN: 3 /28.843
@mayaraferrarinutri
Nutricionista da Clínica Move

Efeitos adversos no uso de esteroides anabolizantes por adolescentes

Esteroides anabolizantes são derivações sintéticas do hormônio testosterona. Há poucos dados sobre o uso de esteroides anabolizantes em adolescentes, bem como, os efeitos a longo prazo dessa prática. No entanto, sabe-se que o objetivo de quem os usa é se beneficiar de dois de seus principais efeitos:
• androgênicos – manter ou aumentar as características físicas masculinas;
• anabólicos – promover o crescimento celular, principalmente os músculos.

O uso está normalmente associado à busca por melhores resultados na prática esportiva ou em se obter um “corpo perfeito”. Alguns dados americanos:
• 2,9 a 4,0 milhões de americanos já usaram anabolizante;
• 98% são do sexo masculino;
• 1/3 apresentou dependência e continuarão com o uso, independente dos efeitos adversos;
• >80% não utilizaram para finalidade competitiva.

Entre a população adolescente norte-americana, estima-se que cerca de 4,9% dos meninos e 2,4% das meninas usaram esteroides anabolizantes pelo menos uma vez. No Brasil, um estudo mostrou que a prevalência variou entre 2,1% a 31,6% dependendo da região analisada.

Efeitos adversos associados aos esteroides anabolizantes:
• homens: aumento das mamas, atrofia testicular, infertilidade;
• mulheres: aumento do clitóris, alteração do ciclo menstrual e até suspensão do ciclo, aumento de pelos, diminuição de cabelo, mudança no timbre da voz;
• acne, seborreia, estrias;
• cálculo renal e perda de proteína pela urina;
• aumento do colesterol, hipertensão arterial, aterosclerose, aumento das paredes do coração, arritmia, infarto e acidente vascular cerebral;
• tumores no fígado;
• lesões articulares e nos tendões;
• distúrbios do humor, agressividade, surtos esquizofrênicos, ideação suicida, depressão, paranoia, entre outros.

É importante deixar claro que existem algumas doenças que há indicação na prescrição de hormônios. No entanto, existem profissionais da área da saúde que advogam pela prescrição dos esteroides anabolizantes com a única finalidade de ganho de força e aumento de performance. Não existem estudos controlados, randomizados e duplo cego (padrão ouro em pesquisa científica) para provarmos cientificamente como o uso indevido dessas medicações são prejudiciais à saúde. A razão é porque já se sabe dos efeitos adversos associados ao uso, e portanto não é ético colocar pessoas em risco para efetuar estudo sobre o tema.

Os responsáveis pelos adolescentes precisam ficar atentos com as mudanças de comportamento, aumento repentino de massa muscular, aparecimento de pelos e mudança na voz das meninas e procurarem o médico para avaliação clínica e laboratorial.
Precisamos urgentemente refletir sobre o padrão de beleza imposto aos adolescentes e adultos jovens que faz com eles não tenham nenhum medo de correr todos esses riscos para atingi-lo.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Dieta Low carb, o que é e para quem se destina?

A dieta low carb é um regime alimentar que consiste em limitar (e não abolir) o consumo de carboidratos, para aproximadamente 50% das recomendações atuais.

Ela se destina a pacientes que têm alguma comorbidade ligada ao metabolismo dos carboidratos, tais como diabetes, pré-diabetes, resistência à insulina ou síndrome metabólica ou mesmo obesidade. Sua vantagem consiste em fazer um déficit calórico focado na redução de açúcares e carboidratos refinados em geral e priorizar os carboidratos oriundos dos grãos integrais, leguminosas, verduras e legumes.

Além disso, é possível aumentar moderadamente o consumo de proteína magra e gorduras vegetais, de tal forma que o déficit de calorias seja mantido, para atingir o resultado de perda de gordura. Com isso, é possível ter um consumo razoavelmente equilibrado de nutrientes e pode ser uma estratégia interessante para o emagrecimento, desde que acompanhada pelo Nutricionista, que vai adaptar os preceitos dessa dieta à sua individualidade.

É comum os pacientes confundirem essa dieta com a dieta cetogênica ou NO CARB, onde consumos extremamente baixos de carboidratos são preconizados. Uma dieta low carb pode ter entre 90 e 120g de carboidratos por dia para um indivíduo de 60 a 80 kg de peso, por exemplo, enquanto a dieta cetogênica, de difícil execução e de usos clínicos bem específicos, pode ter de 6 até 60g por dia, em média.

O perigo de ambas estratégias é desenvolver uma certa fobia de carboidratos, uma crença de que qualquer tipo de carboidrato por mínimo que seja faça mal à saúde, e que isso cause comportamentos alimentares inadequados. A dieta low carb é uma das muitas dietas “da moda” e que pode ou não ser adequada para você. Existem muitas estratégias alimentares e comportamentais que podem ser utilizadas além dessa dieta e seu Nutricionista é o melhor profissional para avaliar isso.

De qualquer forma, o que a Ciência mostra cada vez mais é que uma dieta saudável é aquela com alto consumo de verduras, legumes, leguminosas, grãos integrais, oleaginosas e baixa em carne vermelha e laticínios integrais e, por fim, carboidratos refinados. Esse padrão alimentar parece ser o mais saudável sobretudo para reduzir mortalidade por problemas cardiovasculares. Assim, vale a pena incluir esses alimentos na sua dieta, mas de forma que faça sentido para você e com equilíbrio, para que as mudanças e os resultados sejam sustentáveis.

Dra. Patrícia Campos Ferraz
CRN: 5160/3
@dra.patriciacamposferraz
Nutricionista da Clínica Move

Dicas de lanches para crianças

As aulas já iniciaram, mas o dever de casa para elaborar o lanche escolar, de forma saudável, é dos pais. A alimentação correta é sempre um motivo de dúvidas e preocupações, já que as crianças nem sempre sabem escolher o que comer.

Sendo assim, unir a praticidade do dia a dia (que todos queremos!) com qualidade da alimentação dos filhos, é um grande desafio. Muitas vezes a criança tem dificuldade em aceitar o que foi colocado na lancheira, preferindo alimentos que sabemos não ser muito saudáveis se consumidos com frequência.

Diante disso, é importante oferecer uma alimentação variada, balanceada e colorida, que garanta o fornecimento de energia com todos os nutrientes necessários para um crescimento e desenvolvimento saudável. A escolha desses alimentos contribuirá diretamente com seu aprendizado e desempenho escolar.

O ideal é que o lanche contenha carboidratos para fornecer energia, lácteos que tem proteínas, frutas ou legumes, responsáveis pelas vitaminas, fibras e minerais, além de uma bebida para hidratação.

Pensando nisso, que tal começar a preparar a lancheira das crianças em casa, com alimentos gostosos e nutritivos?
Confira a seguir algumas dicas que podem ajudar no preparo desses lanches saudáveis para escola.

1. Frutas picadas
2. Cookies caseiros
3. Suco natural
4. Smoothie de fruta
5. Iogurte natural
6. Chips de batata doce
7. Palitinhos de vegetais
8. Bolo de banana integral
9. Mini sanduíches naturais
10. Cupcake saudável
11. Frutas picadas
12. Cookies caseiros
13. Suco natural
14. Smoothie de fruta
15. Iogurte natural
16. Chips de batata doce
17. Palitinhos de vegetais
18. Bolo de banana integral
19. Mini sanduíches naturais
20. Cupcake saudável

Mayara Ferrari
CRN: 3 /28.843
@mayaraferrarinutri
Nutricionista da Clínica Move

Prevenção de lesões esportivas em atletas mirins

Vários artigos científicos demonstram que atletas mirins e adolescentes que sofrem lesões na infância têm a tendência de largar o esporte antes da idade adulta.

Mas o que pode levar a essas lesões?

– Quanto mais precoce a especialização esportiva (escolha de apenas um esporte para treino de alto rendimento), maior risco de lesão. A prática de mais de um esporte na infância ajuda a criança a desenvolver habilidades motoras e neuromusculares, além de estimular o raciocínio para toda vida.

– Desalinhamentos musculares e desequilíbrios na aterrissagem do atleta após salto com apoio monopodálico (de um pé) estão relacionados a lesões principalmente nos joelhos.

Como prevenir lesões esportivas?

– Programas de prevenção de lesão como o FIFA 11+ que associam exercícios de treino de força, saltos, equilíbrio e flexibilidade ajudam a prevenir entre 28 e 80% das lesões principalmente em joelhos e tornozelos.

– Ter 2 dias de recuperação por semana previnem lesão, assim como uma boa noite de sono. Estudos demonstram que os adolescentes devem dormir pelo menos 8,5 a 9,5 h por noite o que também melhora a saúde, o comportamento, a capacidade de aprendizado e atenção, além da melhora na performance do atleta.

Baseado no consenso do Comitê Olímpico Internacional publicado em 2015 no Br J Sports Med. ( “International Olympic Committee consensus statement on youth athletic development”)

Dra. Karina Levy @karinalevyortopdoesporte

Ortopedista e Médica do Esporte da Clínica Move

O que é Distensão Muscular?

As Distensões Musculares estão entre as lesões esportivas mais comuns, e acontecem quando o músculo é esticado demais, gerando a ruptura de uma fibra, ou mesmo de até todo o músculo envolvido.

Normalmente, a distensão muscular ocorre quando é feito um esforço excessivo para realizar a contração muscular e pode acontecer durante uma corrida, jogos de futebol, vôlei, handebol ou qualquer outra modalidade esportiva. Também pode acontecer em pessoas que resolvem participar de uma atividade física no final de semana, ou mesmo durante atividades do dia a dia. Portanto, qualquer atividade que exija um esforço muscular pode provocar uma distensão muscular.

Vários são os fatores de risco, e entre eles: fadiga, técnica inadequada e falta de condicionamento físico. Os sintomas mais comuns são:
• dor no músculo acometido;
• fraqueza muscular;
• dificuldade de movimentar a região afetada;
• pode gerar hematoma e aumentar a temperatura local.

Nessas situações, o ideal é de imediato colocar gelo para reduzir a inflamação, e procurar serviço médico.
Embora as distensões musculares sejam muito incômodas, se der o tempo adequado para a cicatrização apropriada, essa lesão não deixa sequelas. Por isso, é importante iniciar a fisioterapia o mais precoce possível.
As sessões de fisioterapia são importantes para aliviar a dor, diminuir a inflamação (no início de lesão) e restabelecer a força e amplitude de movimento. São vários os métodos de tratamento utilizados, entre eles:
• liberação miofascial para a musculatura tensa ao redor da lesão;
• eletroterapia (para analgesia e cicatrização);
• reabilitação do local para restaurar a força e a amplitude do movimento.

Depois do diagnóstico, procure o fisioterapeuta para a realizar o tratamento da lesão e a orientação para o retorno das atividades físicas ou esportes.

Bárbara Hossni Espinhel – Fisioterapeuta da Clínica Move @fitfisio_360
Dra. Ana Lucia de Sá Pinto – Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move @analuciadesapinto