Os riscos do trabalho noturno para a saúde

É essencial destacar os riscos associados a essa jornada diferenciada e como podemos cuidar melhor de quem enfrenta esse desafio diariamente.

O Trabalho Noturno é uma realidade para muitas pessoas, e embora seja necessário para o funcionamento de diversas atividades, é importante compreender os impactos que essa rotina pode trazer para a saúde física e mental. Ele pode trazer distúrbios do sono, alterações no apetite, alterações hormonais e até mesmo um maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares.

Além disso, os trabalhadores noturnos podem enfrentar dificuldades em manter uma dieta balanceada e uma rotina de atividades físicas, o que pode contribuir para o ganho de peso e outras complicações relacionadas à saúde.

Se você é um trabalhador noturno ou conhece alguém que trabalha nesse regime, é essencial buscar formas de minimizar os impactos negativos na saúde.

Algumas dicas incluem estabelecer horários regulares de sono, criar um ambiente propício para o descanso, manter uma alimentação equilibrada e realizar atividades físicas mesmo em horários alternativos.

 

Equipe Clínica Move

Para saber mais, entre em contato pelo número (11) 3884 4340 ou fale direto no nosso whatsapp: https://bit.ly/3Co4KaU

Avaliação de Performance Cognitiva na Clínica Move

Como avaliar a Performance Cognitiva e melhorar o seu desempenho no dia a dia?

Corpo e mente em sua melhor performance!

  • Assim como o corpo, nosso cérebro também precisa de cuidados.
  • Atitudes e estilos de vida saudáveis podem melhorar a nossa aptidão cognitiva.

Avalie a sua performance cognitiva para descobrir onde focar seu desenvolvimento. Se você quer ter melhor desempenho no trabalho, estudos e esporte e aumentar a sua qualidade de vida, comece avaliando a sua cognição.

Utilizamos avaliações desenvolvidas por Neurocientistas e estas são adequadas para qualquer pessoa que tenha  interesse tem avaliar e melhorar suas funções cognitivas.

Avaliamos:

  1. Atenção
  2. Tomada de decisão
  3. Qualidade de reação
  4. Controle da Impulsividade

A Clínica Move dispõe de duas maneiras para fazer a avaliacão cognitiva, o COGSCORE 5 e COGSCORE 4. Após a avaliação, identificamos o seu desempenho cognitivo e qual habilidade precisa ser trabalhada por meio de treinamentos.

COGSCORE 5

Avaliação de performance cognitiva em Realidade Virtual.

Essa avaliação promove imersão completa na tarefa em ambiente 3D interativo e dura  40 minutos.

Os resultados são apresentados conforme o desempenho correlacionado com os aspectos  cognitivos:

  • Qualidade de reação
  • Qualidade de tomada de decisão
  • Atenção
  • Controle da Impulsividade
  • Visão periférica

COGSCORE 4

Avaliação de performance cognitiva em Mobile.

Essa avaliação dura cerca de  25 minutos para medir o desempenho cerebral e obter o desempenho frente aos aspectos  cognitivos:

  • Qualidade de reação
  • Qualidade de tomada de decisão
  • Atenção
  • Controle da Impulsividade

Essa ferramenta é indicada para crianças, adultos e idosos, atletas recreativos e profissionais.

Os treinamentos e avaliações são apresentados em um formato interativo e visual, tornando-fáceis de entendê-los.

Você cuidando do corpo e da mente!

Dra. Marina Cecchini – Psicóloga da Clínica Move

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto – Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

 

 

 

O que causa a baixa de imunidade?

Quando a imunidade está baixa, nosso organismo nos dá sinais perceptíveis, mas ela pode também estar desequilibrada, dando respostas exageradas como no caso de doenças autoimunes e alergias, qualquer uma destas situações atrapalham as respostas contra os agentes infecciosos, como vírus, bactérias e outros agentes que nos atacam.

Abaixo algumas causas de baixa imunidade:

  • Estresse;
  • Falta de vitaminas e minerais;
  • Uso de drogas e bebidas alcoólicas;
  • Doenças crônicas;
  • Uso de corticoides e imunobiológicos.

O desequilíbrio do sistema imunológico também pode estar acontecendo por hábitos inadequados como a falta de exercício físico regular, alimentação desbalanceada e falta de sono.

Hábitos saudáveis previnem as infecções e mantêm o sistema imunológico equilibrado.

 

Equipe da Clínica Move

Para saber mais, entre em contato pelo número (11) 3884 4340.

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Redução do uso de telas melhora a saúde mental de crianças e adolescentes

Os pesquisadores analisaram dados de 89 famílias com 181 crianças e adolescentes, residentes em 10 municípios da região sul da Dinamarca. O estudo revelou que a redução no uso de telas durante o lazer pode ter um impacto positivo na saúde mental de crianças e adolescentes.

Foi feita uma intervenção de duas semanas em que os participantes reduziram o uso de mídias digitais para menos de três horas por semana. Durante esse período, os dispositivos como smartphones e tablets foram entregues aos responsáveis para garantir a adesão à intervenção.

Os resultados mostraram uma melhora significativa nas dificuldades comportamentais gerais das crianças e adolescentes do grupo de intervenção. As melhorias mais notáveis foram observadas na redução de problemas emocionais e dificuldades com colegas, além do aumento nas interações sociais positivas.

Esses achados sugerem que a redução no uso de telas pode ser uma estratégia eficaz para melhorar a saúde mental de jovens.

Esse resultado positivo corrobora a ideia atual do beneficio que as crianças e adolescentes teriam com a redução do tempo tela.

Importante ressaltar que essa é uma medida barata e que pode ser implementada imediatamente tanto pelos pais diminuindo o tempo de tela em casa, como as escolas proibindo os smartphones nas escolas.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
CRM:57.296
Pediatra e Médica do exercício e Esporte da Clínica Move
Sociedade Brasileira de Pediatria

Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2024.19881.

Capsulite Adesiva (ombro congelado)

A capsulite adesiva é caracterizada pela inflamação e contratura da cápsula articular do ombro, resultando em dor e significativa perda de mobilidade articular.

É uma condição autolimitada, geralmente dividida em três fases: fase dolorosa, fase de rigidez, e fase de recuperação.

Os pacientes inicialmente relatam dor difusa no ombro, que tende a piorar à noite e com movimentos específicos. Com o tempo, ocorre uma perda da amplitude articular (ombro congelado), especialmente em abdução e rotação externa. A duração de cada fase pode variar, mas o curso completo da doença geralmente se estende de 1 a 3 anos.

O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e exame físico, que demonstra limitação ativa e passiva dos movimentos do ombro. Exames de imagem, como ressonância magnética ou ultrassonografia, podem auxiliar no diagnóstico e afastam outras patologias do ombro que também cursam com dor.

O manejo da capsulite adesiva foca na redução da dor e na restauração da mobilidade.
As abordagens terapêuticas incluem fisioterapia (que tem um papel fundamental), medicamentos (para controle da dor), injeções intra-articulares de corticoides guiadas por US, bloqueio do nervo supra-escapular e, em casos refratários, a manipulação sob anestesia ou liberação capsular artroscópica.

A tendência atual é focar no tratamento multimodal, com a combinação de terapias conservadoras e intervenções mais invasivas em casos resistentes ao tratamento conservador. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos pacientes apresentando recuperação funcional ao longo do tempo.

Dra. Fernanda Lima
CRM: 62.333
@‌fefarlima
Reumatologista e Médica do Esporte da Clínica Move

Prevenção e cuidados para evitar dores articulares no trabalho

A vida sedentária e as necessidades de determinadas funções implicam em diversos acometimentos articulares e lesões.

Trabalhadores tanto da indústria quanto da construção civil e prestação de serviços domésticos apresentam como principal motivo de suas ausências no trabalho e busca por atendimento a lombalgia mecânica.

Além dessa, a cervicalgia e outras dorsopatias são as queixas mais comuns e que muitas vezes poderiam ser previnidas com determinados cuidados pessoais e medidas diárias.

O fortalecimento muscular para ganho das musculaturas axiais e o Alongamento articular para manter capacidade de movimentos completos são cuidados pessoais práticos que podem ter resultados imedatos na prática diária de diversas profissões.

Além disso, trabalhadores de escritório apresentam as famosas Tenossinovites, inflamações localizadas da bainha e tendões de determinadas articulações como do punho e antebraço causando não só desconforto, mais também, perda de produtividade.

Medidas como alteração da altura da cadeira, uso de mouse vertical, mesas ergonômicas entre outras, podem diminuir este acometimento.

Por fim, determinados nutrientes como os sais minerais Magnésio e Cálcio são importantes para a contração muscular e também para as fases de alongamento e relaxamento dos músculos.

Caso sinta alguma dessas dores, não deixe de procurar um médico para investigar prováveis causas e afastar novos eventos.

Dúvidas? Deixe suas perguntas nos comentários!

Dra. Mariana Camargo
CRM: 199608
@‌mariana.scamargo
Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

A atividade física regular melhora o desempenho escolar das crianças

1- Já existe um consenso sobre os benefícios dos exercícios físicos na saúde física e mental das crianças e adolescentes.

2- O exercício físico tem uma função na prevenção e ajuda no tratamento de várias situações clínicas como: diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade, alguns tipos de câncer, depressão, ansiedade, osteoporose, fibromialgia entre tantas outras.

3- Um novo estudo mostrou que os exercícios físicos têm um impacto positivo no desempenho acadêmico de crianças abaixo de 12 anos.

4- O impacto é maior na matemática do que leitura e ortografia.

Precisamos ter mais atenção à importância da atividade física regular na saúde e educação das crianças e adolescentes.
Procure o médico do exercício e esporte para a orientação da prática de exercícios físicos e esporte.

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto
CRM: 57.296
Pediatra e Médica do Exercício e Esporte da Clínica Move

Fontes
European Journal of Pediatrics. DOI: 10.1007/s00431-023-05009-w.
Sociedade Brasileira de Pediatria

Transtornos alimentares em Crianças e Adolescentes

Uma revisão sistemática e metanálise publicada recentemente de 32 estudos, com 63.181 participantes de 16 países diferentes revelou que 22% das crianças e adolescentes apresentam transtornos alimentares. A porcentagem foi ainda maior entre as meninas adolescentes e aquelas com maior índice de massa corpórea.

·         O que estamos fazendo para que as refeições entre familiares e amigos, um momento que deveria ser de prazer e afeto, deixe de ter esse papel?

·         O que estamos fazendo durante as consultas médicas pediátricas para não conseguir orientar os nossos pacientes em relação à importância de uma dieta equilibrada e para tirar o medo que eles têm de ingerir determinados alimentos, como os carboidratos?

·         Por que não conseguimos mostrar para eles que não tem importância comer um doce ou alguma outra coisa gostosa quando estamos com vontade e que não é errado fazer isso?

·         Por que algumas vezes não conseguimos explicar para os pacientes que participam de treinamentos esportivos que, por terem mais músculos, muitas vezes pesam mais que seus amigos que não treinam?

·         Por que não conseguimos ajudá-los a construir uma boa relação com seus corpos, respeitando a individualidade e deixando claro que não tem tamanho, tipo ou peso ideal?

Nós, profissionais da área da saúde, temos uma grande responsabilidade em esclarecer aos nossos pacientes vários conceitos errados que eles nos trazem. É importante abordar todas essas questões durante a consulta para desmistificar padrões de comportamentos e ajudá-los a crescerem e se desenvolverem saudáveis e com mais liberdade.

 

Fonte: JAMA Pediatrics. DOI: 10.1001/jamapediatrics.2022.5848.

 

Dra. Ana Lucia de Sá Pinto

Pediatra e Médica do Exercício e esporte da Clínica Move

O importante papel da fisioterapia no tratamento da Capsulite Adesiva.

A Capsulite Adesiva, também conhecida como ombro congelado, é uma condição em que a cápsula articular do ombro fica inflamada e fibrosa, resultando em rigidez e dor no ombro. Inicialmente o paciente apresenta uma dor na articulação do ombro, que fica mais intensa e passa a incomodá-lo inclusive durante à noite. Com o tempo, se não tratado, além da dor o paciente percebe que está gradualmente perdendo a mobilidade do ombro em todos os planos de movimento. Atividades do dia a dia como pentear o cabelo, colocar uma blusa e pegar um objeto no banco de trás do carro passa a ser um problema.
O tratamento pode incluir medicação para controlar a dor, que é intenso, em especial na fase inicial do quadro e reduzir a inflamação. No entanto, a fisioterapia tem papel fundamental para ajudar a restaurar a amplitude de movimento no ombro afetado. O tratamento fisioterápico é geralmente dividido em três fases: fase aguda, fase de recuperação e fase de reabilitação.

Na fase aguda, o objetivo é controlar a dor e reduzir a inflamação. O fisioterapeuta pode usar métodos físicos de tratamento, como gelo, calor ou estimulação elétrica, para ajudar a aliviar a dor e a rigidez. Já nesta fase se inicia um programa de exercícios para manter a mobilidade do ombro.

Na fase de recuperação, o objetivo é recuperar e aumentar a amplitude de movimento do ombro afetado. O fisioterapeuta pode utilizar uma combinação de mobilização passiva e ativa, juntamente com exercícios específicos, para ajudar a aumentar a flexibilidade e reduzir a rigidez. Nesse fase se inicia uma série de exercícios leves de fortalecimento, preparando a articulação para  a para próxima fase.

Finalmente, na última fase, a de reabilitação, o objetivo é restaurar a força e a função normal do ombro. O fisioterapeuta pode prescrever exercícios de fortalecimento moderados a intensos, juntamente com técnicas de treinamento funcional, para ajudar a restaurar a função normal do ombro e prevenir futuras lesões.

Em resumo, a Capsulite Adesiva é uma condição que afeta a mobilidade e a funcionalidade do ombro. No entanto, com o tratamento fisioterápico adequado, é possível reduzir a dor, aumentar a flexibilidade e a força, além de restaurar a função normal do ombro. É importante consultar um fisioterapeuta para avaliar a condição e determinar o melhor plano de tratamento para cada paciente.

A corrida aumenta a chance de ter Osteoartrite (artrose) de joelho?

Especula-se que correr possa aumentar o risco de desgaste na cartilagem dos joelhos em função de uma carga maior nas articulações do que caminhar ou ficar em pé. Esse desgaste é conhecido como Osteoartrite (OA) ou Artrose.  No entanto, quando avaliamos as evidências científicas mais recentes, não há nada que embase essa teoria.

Como exemplo, um novo estudo, liderado pelo Dr. Mattew J. Hartwell, cirurgião ortopédico da Universidade da California, apresentado no Congresso Anual de 2023 da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) trouxe mais luz sobre esse tópico. Nesse novo estudo, os pesquisadores entrevistaram 3.804 corredores que participaram da Maratona de Chicago em 2019 ou 2021 sobre seu histórico de corrida, quilometragem média por semana e ritmo médio de corrida. A pesquisa também perguntou sobre fatores de risco conhecidos para OA, incluindo IMC, histórico familiar de artrite e lesões anteriores no joelho e no quadril que impediram a corrida. Os corredores tinham, em média, cerca de 44 anos e corriam por volta de 45km por semana. Os participantes do estudo tinham em média 15 anos de experiência em corrida.

O estudo concluiu que a quilometragem, frequência e ritmo da corrida não estão associados a um risco aumentado de osteoartrite de joelho. Os corredores que tinham histórico de cirurgia no joelho ou quadril ou ainda, que tinham lesões prévias no quadril ou no joelho que impediam a corrida tinham mais probabilidade de ter OA.  Outros fatores associados ao risco de OA foi o de histórico familiar de OA, índice de massa corporal (IMC) mais alto e idade mais avançada.

Segundo o Dr. Hartwell, “Não pode haver, necessariamente, uma relação dose-resposta em que quanto mais você corre, mais degrada seu joelho ou quadril”. Em outras palavras, o volume de corrida por si só não é um determinante de risco para OA.

É óbvio que ainda são necessários mais estudos para refinar melhor o conhecimento sobre esse tópico e tentar agrupar melhor os corredores com mais risco futuro. No entanto, mais uma vez, é importante reforçar que já há evidências científicas abundantes mostrando que a prática regular de exercício físico previne e trata inúmeras doenças.  Portanto, temos que ter cuidado com matérias que induzam o leitor a achar que é melhor ele ficar sedentário, pois, do contrário, ele vai se lesionar. O exercício regular e bem dosado, afinal, é remédio.

Dra. Fernanda Rodrigues Lima
CRM: 62.333
@‌fefarlima
Reumatologista e Médica do Esporte da Clínica Move